sexta-feira, 2 de maio de 2008

MÃE GRANDIOSAMENTE ,MÃE



Mãe






Nunca te esqueço os dedos de veludo,Quando me carregavas no regaço...

Cai da imensidão do Espaço,

Qual pássaro da noite triste e mudo.
Cresci...Estás em tudo quanto faço...

No entanto, abandonei o lar, o estudo,

Até que do prazer me desiludo

Arrasado de tédio e de cansaço.
Onde a estrela sublime do Universo,

Em que sintas a dor que há no meu verso?
Vem a mim, alma linda!...Vence a bruma!...
Quanto amor temos nós no mundo inquieto,

Desde a ligeira estima ao grande afeto,

Mãe, porém, ante Deus, só se tem uma.

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